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Noticia de: 22 de Junho de 2017 - 11:39
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Vacinação contra HPV para meninos ainda tem baixa adesão na capital

A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando os meninos de 12 até 13 anos

Com a ampliação da vacina de HPV para meninos de 11 a 15 anos incompletos, anunciada pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (20), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande, através do Serviço de Imunização, espera aumento da procura pelas doses. Apesar de estar disponível em todas as unidades desde o início do ano, a vacinação  ainda tem baixa adesão entre os meninos.

Na Capital, foram aplicadas 9.439 vacinas de HPV em ambos sexos entre janeiro a maio, sendo que as meninas são as que mais procuram as unidades de saúde para se imunizar. Elas totalizam 5.908, enquanto que os meninos somam 3.476.

Até o ano passado, a vacina era feita apenas em meninas, mas conforme determinação do Ministério da Saúde, a partir de agora,  passa a ser ofertada para os meninos de 11 até 14 anos, 11 meses e 29 dias.

Até o ano passado, a vacina era feita apenas em meninas, mas conforme determinação do Ministério da Saúde, a partir de agora,  passa a ser ofertada para os meninos de 11 até 14 anos, 11 meses e 29 dias.

A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando os meninos de 12 até 13 anos.

Também terão direito a vacina, homens e mulheres transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia. Além disso, crianças e jovens, de ambos os sexos, de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, também podem se vacinar contra HPV.

Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

Eficácia
A vacina disponibilizada no SUS é a quadrivalente e já é ofertada, desde 2014, para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

Para os meninos, a estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa etária para a vacinação visa proteger meninos e meninas antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo mais comum no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal e orofaringe são atribuíveis à infecção pelo HPV.

Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

A vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde (UBS) e de saúde da família (UBSF) das 7h30 às 11h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira e faz parte da rotina normal de cada unidade.

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