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Noticia de: 20 de Junho de 2017 - 11:08
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Trabalho de servidora da Capital é selecionado para representar o Centro-Oeste em oficina da UFF

No exame que é realizado nos pacientes e que foi o tema do trabalho, é verificado o comprometimento neurológico causado pelo diabetes nos membros inferiores

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da servidora Andrea de Oliveira Pereira Fernandes, gerente da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Macaúbas, foi selecionado para representar o Centro-Oeste numa Oficina de Trabalhos Exitosos da Universidade Federal Fluminense (UFF), entre os dias 27 e 29 deste mês.

No TCC apresentado no Curso de Aperfeiçoamento em Gerência de Unidades Básicas de Saúde, Gestão da Clínica e do Cuidado ela abordou a avaliação do pé diabético em pacientes da unidade diagnosticados com diabetes mellitus.

“Ficamos surpresos com a seleção do nosso trabalho para representar todo o Centro Oeste na oficina da UFF. Isso mostra o reconhecimento da importância do cuidado aos pacientes com pé diabético, em razão das possíveis complicações que a doença pode ocasionar”, disse a gerente da UBSF Macaúbas, Andrea de Oliveira Pereira Fernandes.

No exame que é realizado nos pacientes e que foi o tema do trabalho, é verificado o comprometimento neurológico causado pelo diabetes nos membros inferiores. No primeiro semestre de 2016 foi realizado apenas um teste na unidade de saúde. Já no segundo período do mesmo ano, foram 56 avaliações, e nos dois primeiros meses de 2017, 51 pacientes foram atendidos.

O levantamento mostra o engajamento da equipe de profissionais envolvidos na atenção e o cuidado com pacientes com a doença. São quatro médicos, três enfermeiros e técnicos, farmacêuticos, além dos técnicos administrativos envolvidos no trabalho.

O curso ofereceu ferramentas para diagnosticar o déficit da unidade e identificar o problema, chamado de nó crítico e propor mudanças para resolução ou aperfeiçoar o trabalho de um indicador tão importante, que é a avaliação do pé diabético.

Um dos pontos críticos apontados pelas ferramentas de avaliação foi a baixa adesão de pacientes e a falta do equipamento necessários para realizar o teste que identifica o pé diabético: o monofilamento de Semmes-Weinstem.

Este teste é o método de escolha recomendado como exame de rastreamento de neuropatia diabética: tem boa relação custo benefício, alta reprodutibilidade confirmada por estudos prospectivos e elevada especificidade. O teste do monofilamento consiste na inspeção de cinco pontos específicos nos pés com um filamento de nylon, visando determinar a presença ou ausência de sensibilidade tátil.

Após as dificuldades ultrapassadas, todos os pacientes identificados com diabetes mellitus da unidade passaram pelo teste para identificar se eram portadores do pé diabéticos. Desde então, são acompanhados com frequência e passam por avaliação periódica.

É o caso do senhor Miguel do Vale da Silva (81), que faz tratamento para diabetes há dois anos. Ele passou a receber orientações da equipe de profissionais quanto aos riscos de complicações por conta do pé diabético. “É muito importante este trabalho de orientação e cuidado para um bom tratamento. Toda precaução é pouca quando se fala do pé diabético”, disse ele.

Pé diabético

Ao se diagnosticar precocemente, o tratamento do paciente com o pé diabético contribui para a redução dos casos de amputações e o comprometimento do movimento dos pés e pernas. Pessoas com diabetes mellitus (DM) apresentam uma incidência anual de úlceras nos pés de 2% e um risco de 25% em desenvolvê-las ao longo da vida. Aproximadamente 20% das internações de indivíduos com DM são decorrentes de lesões nos membros inferiores e complicações do Pé Diabético são responsáveis por 40% a 70% do total de amputações não traumáticas de membros inferiores na população geral. Nestes casos, 85% das amputações de membros inferiores em pessoas com DM são precedidas de ulcerações, sendo os seus principais fatores de risco a neuropatia periférica, as deformidades no pé e os traumatismos.

Orientações para o autocuidado no Pé Diabético

  • Realize a inspeção diária dos pés (seja por você mesmo ou com a ajuda de um familiar ou um cuidador orientado), incluindo as áreas entre os dedos.
  • Realize a higiene regular dos pés, seguida da secagem cuidadosa deles, principalmente entre os dedos.
  • Cuidado com a temperatura da água! Ela deve estar sempre inferior a 37°C, para evitar o risco de queimadura.
  • Evite andar descalço, seja em ambientes fechados ou ao ar livre.
  • Sempre use meias claras ao utilizar calçados fechados.
  • Use, sempre que possível, meias com costura de dentro para fora ou, de preferência, sem costura.
  • Procure trocar de meias diariamente.
  • Nunca use meias apertadas e evite usar meias altas acima do joelho.
  • Inspecione e palpe diariamente a parte interna dos calçados, à procura de objetos que possam machucar seus pés.
  • Use calçados confortáveis e de tamanho apropriado, evitando o uso de sapatos apertados ou com reentrâncias e costuras irregulares.
  • Use cremes ou óleos hidratantes para pele seca, porém, evite usá-los entre os dedos.
    Corte as unhas em linha reta.
  • Não utilize agentes químicos ou emplastros para remover calos.
  • Calos e calosidades devem ser avaliados e tratados pela sua equipe de saúde.
  • Faça a reavaliação dos seus pés com a sua equipe de saúde uma vez ao ano (ou mais vezes, se for solicitado).
  • Procure imediatamente sua Unidade de Saúde se uma bolha, corte, arranhão ou ferida aparecer.
  • Em caso de dúvidas, procure sempre a sua equipe de saúde!

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